Natural de Santa Catarina, Beatriz Freitag mudou-se para o Rio Grande do Sul aos 10 anos. Aos 14, começou a trabalhar em uma fábrica de calçados na cidade gaúcha de Bom Princípio. Seis anos depois, impulsionada pelo desejo de crescer profissionalmente, aceitou o desafio de mudar-se para a Bahia. Lá ficou por sete anos. Em janeiro de 2010, desembarcou em Sobral (CE) para uma entrevista na Grendene.

Beatriz conta que foi encantamento à primeira vista: as imagens da grandiosidade das fábricas, da movimentação das pessoas e do colorido dos calçados nas esteiras acompanharam-na durante a viagem de volta à Bahia, tanto que um mês depois retornou a Sobral em definitivo para escrever seu nome na história da Grendene: ela foi a primeira mulher de fora do estado do Ceará a trabalhar na unidade em um cargo de liderança. Na mudança, além de bens materiais, uma mistura de sentimentos e a certeza de que é preciso sair da zona de conforto para impulsionar o aprendizado.

Única mulher em uma família de cinco irmãos, Beatriz nunca esperou a condição do ambiente, sempre fez o ambiente. Desde que saiu do Rio Grande do Sul, com apenas 20 anos,  aprendeu a conviver com a saudade constante da família e entendeu que não deveria sofrer pensando no que poderia ter se estivesse fisicamente próxima; aprendeu a valorizar o quê cada lugar, cada pessoa e cada nova oportunidade tinha a lhe oferecer. Ela destaca que, apesar da distância, mantém-se muito próxima dos familiares pois sabe o quanto eles são importantes para a sua sustentação profissional.

Uma das maiores alegrias de Beatriz foi construída tijolo a tijolo, literalmente. A magia e a emoção de mostrar a sua casa para a mãe, dona Lori, é algo que ela guarda nas melhores páginas da sua história. Outro momento ímpar aconteceu em 2015, quando levou a mãe para conhecer um pouco do seu trabalho na Grendene. Quando a dona Lori olhou a proporção da responsabilidade de Beatriz, silenciou por alguns instantes e emocionada fez um pedido importante: “você deve voltar a estudar, porque a responsabilidade que tem com todas essas pessoas é grande, por isso precisa estar cada vez mais preparada". Seguindo os conselhos da mãe, acumulou à graduação em Administração um MBA em Gestão Empresarial. Daí em diante, as conversas diárias da dona Lori mudaram de tom: ao invés de “filha, você já ficou o tempo suficiente longe da família” para “filha, a sua carreira está aí, na Grendene”.

Fiel às suas convicções, recebeu com carinho os reconhecimentos ao seu trabalho e dedicação: em 2013, passou de Supervisora para Coordenadora de Produção. Firmeza, energia que transborda, paixão pelo que faz, atuação constante em prol da evolução do time - essas são marcas fortes de Beatriz!

Em cinco minutos de conversa, é possível ter a certeza de que ela tem muito orgulho das responsabilidades que conquistou, mas muita sabedoria para compreender que o plantio tem que ser contínuo, afinal é o trabalho de hoje que gerará os frutos do amanhã. De conversa franca e sorriso generoso, Beatriz reafirma, com simplicidade, que tem um compromisso com o futuro e com tudo o que será construído daqui para a frente na Grendene.